Cinema brasileiro - 14 filmes brasileiros que a valem a pena assistir
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14 filmes brasileiros que valem a pena assistir

19 jun 14 filmes brasileiros que valem a pena assistir

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19 de junho – Dia do Cinema Brasileiro

No dia 8 de julho de 1896 foi quando ocorreu a primeira exibição de cinema no Brasil. O acontecimento foi uma iniciativa do exibidor belga Henri Paillie. O local escolhido para o evento foi uma sala alugada no Jornal do Commercio, no Rio de Janeiro, onde foram projetados 8 pequenos filmes com cerca de 1 minuto cada. Porém, só no dia 19 de junho de 1898 que ocorreu a primeira filmagem no Brasil. O italiano Afonso Segreto filmou a entrada da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Então, em 1970, foi estabelecido que em 19 de junho seria comemorado o Dia do Cinema Brasileiro.

E quem nunca escutou algo do tipo “filmes brasileiros são chatos, parados” ou então “cinema brasileiro é só violência”?
Se você ainda não deu uma chance para os filmes nacionais, é hora de conhecer o que já foi feito de mais interessante por aqui e abrir seus olhos para o cinema brasileiro. Confira essa lista que preparamos de 14 filmes do século 21 que valem a pena assistir:

Bingo – O Rei das Manhãs (2017)

A história real do palhaço mais polêmico da televisão brasileira, Bozo, é contada neste drama adulto dirigido pelo montador Daniel Rezende (“Tropa de Elite”). Vladimir Brichta interpreta o homem por trás da maquiagem e dos cabelos azuis, que alcançou a fama nos anos 80, mas, por uma cláusula no contrato, jamais pôde ser reconhecido por sua verdadeira identidade.

Que Horas Ela Volta? (2015)

Premiado em Berlim e Sundance, “Que Horas Ela Volta?” reforçou o discurso do conflito de classes com um detalhe inovador, trazendo uma personagem pobre que estuda para passar numa universidade conceituada enquanto se hospeda na casa onde sua mãe trabalha como empregada. O tema não é novo, mas a ideia de uma juventude mais antenada e consciente de seus direitos ganhou peso e conquistou o público e a crítica.

Hoje eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Representante brasileiro no Oscar 2015 (que ainda não divulgou a lista definitiva), “Hoje eu Quero Voltar Sozinho” escolhe um caminho diferente dos dois anteriores: o romance adolescente. O filme toca em dois temas polêmicos – a cegueira e a homossexualidade – mas o faz com naturalidade, desenhando uma história doce de amor e amizade com um tempero nostálgico.

O Som ao Redor (2012)

Representante da “nova geração” de cineastas brasileiros, Kleber Mendonça Filho constrói um suspense contemporâneo sobre uma história que envolve heranças de um passado colonial e coronelista em Recife. O longa acompanha a chegada de uma empresa de segurança numa vizinhança de classe média, que começa a se enclausurar dentro de seus condomínios.

2 Coelhos (2012)

Afonso Poyart escolheu um caminho diferente de outros diretores brasileiros e decidiu arriscar num gênero quase exclusivamente hollywoodiano: a ação. Pois ele o fez tão bem que seu filme seguinte, “Presságios de Um Crime”, seria rodado nos Estados Unidos, com participação de Anthony Hopkins. “2 Coelhos”, contudo, continua sendo seu maior sucesso, narrando a história de um homem que, depois de se livrar da cadeira graças a um político corrupto, elabora um plano sofisticado para fazer justiça à sua maneira.

Tropa de Elite 2 (2010)

A sequência de “Tropa” é dona da maior bilheteria nacional da História, e deve seu sucesso em parte à repercussão do filme de 2007. Diferente daquele, este transfere o foco da luta entre traficantes e policiais para a luta entre policiais e políticos corruptos. A mensagem ressoou a insatisfação popular, não apenas com o governo carioca, mas com toda a classe política. Não é difícil encontrar paralelos entre a bilheteria deste filme e as manifestações de junho de 2013.

Tropa de Elite (2007)

Fenômeno no cinema brasileiro antes mesmo de estrear, “Tropa de Elite” elevou Wagner Moura ao status de celebridade internacional e repetiu o feito de “Cidade de Deus”: fazer uma denúncia da violência nos morros cariocas sem abrir mão de um estilo narrativo sofisticado. O filme não teve tanta bilheteria quanto seu sucessor (em parte por causa da pirataria), mas venceu o Urso de Ouro em Berlim.

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)

Durante a Copa do Mundo de 1970, os pais de Mauro dizem ao filho que vão sair de férias, mas na verdade estão saindo do país para escapar da repressão na ditadura militar. Sem entender, o garoto de 12 anos acaba indo morar com um judeu solitário em seu prédio em São Paulo. Indicado ao Urso de Ouro.

O Cheiro do Ralo (2006)

Baseado no livro homônimo de Lorenço Mutarelli, o filme capricha no humor negro e conta a história de Lourenço (Selton Mello), o dono de uma loja que compra objetos usados de pessoas passando por necessidades financeiras. Acostumado a explorá-las friamente, ele começa a ser incomodado por um cheiro que vem do ralo e sua relação com os clientes começa a tomar outro rumo.

Lisbela e o Prisioneiro (2003)

Do mesmo diretor de “O Auto da Compadecida”, “Lisbela e o Prisioneiro” segue o mesmo estilo teatral, adaptando a peça de Osman Lins. Arraes tece uma fábula romântica sobre um malandro conquistador e uma mocinha sonhadora, que rege sua vida de acordo com os filmes de Hollywood.

Carandiru (2003)

Nem é preciso ser paulistano para compreender o horror que foi conviver com o presídio do Carandiru, suas revoltas e suas chacinas rotineiras. No filme, baseado no livro “Estação Carandiru” de Dráuzio Varella, acompanhamos as vidas de alguns detentos, conhecidos pelo médico durante uma campanha de prevenção à AIDS. Indicado à Palma de Ouro.

Cidade de Deus (2002)

Indicado a quatro Oscars, “Cidade de Deus” é provavelmente o filme brasileiro mais conhecido fora do país. Com uma linguagem de câmera inovadora e a escolha de parte do elenco amador, o filme ganha liberdade e agilidade para contar a história de dois garotos no morro do Rio de Janeiro: um, cresce para se tornar fotógrafo; o outro, chefe do tráfico.

Edifício Master (2002)

O cinema brasileiro sempre teve um pé no documentário e um de seus maiores representantes foi Coutinho. Com “Edifício Master”, o diretor conseguiu levar o gênero ao grande público, que se encantou com as histórias íntimas e curiosas dos moradores de um grande edifício carioca.

O Auto da Compadecida (Guel Arraes, 2000)

Queridinho do público brasileiro, este filme-teatro inspirado na obra de Ariano Suassuna reune a poderosa dupla formada por Matheus Nachtergaele e Selton Mello. Os dois são pequenos golpistas que lutam para sobreviver no sertão nordestino, até que se envolvem com um perigoso cangaceiro. Eventualmente, eles terão que lidar com Deus, o Diabo e a Virgem Maria.

Agora que você já conhece alguns dos melhores filmes brasileiros, é hora de preparar a pipoca, pular no sofá e fazer a sessão de filmes.

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